quinta-feira, 1 de julho de 2010
aquilo que disse o poeta
eu estava num cubículo, e sentia frio. era estranho. o corpo mole, com vontade de dormir. as palavras vinham e eu não as controlava. eu gritava sem querer gritar. eu chorava sem querer chorar. eu dizia coisas que não eram minhas. eu implorava. eu falava com deus. eu estava no meio de um tempo que não deveria existir. eu amava querendo amar, mas eu gritava. eu verborragisava. eu corria. eu chorava. eu não sabia o que estava acontecendo. eu fiquei fraca. eu quis dormir. eu me perguntei coisas que não me havia perguntado. eu estava lá, sem querer estar. eu estou aqui sem saber falar. eu queria dizer e ser compreendida, eu queria ser poeta agora. queria ter habilidade de sem dizer, dizendo, fazer entender o sentimento moco, surdo e torto que me confunde a cabeça. a cabeça não pára. o coração não pára. o amor não pára, mas o medo machuca. os poetas mentem e fingem que é dor a dor que deveras sentem. e eu sem ser, queria, agora, ser poeta! porque me esgota porque me afoga porque me mata esse silêncio!
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3 comentários:
nossa que lindeza.
Beijooo
estava lá sem querer estar...
LÁ. o que menos importa é lá, seja lá onde for. seja lá o que for. o que importa é que você ESTAVA, e teu estar, simples, singelo, desvela toda a lonjura possível e traz o lá pro aqui. viva o aqui. e agora.
te S2
Nossa, que lindeza de novo... Esse Bob é poeta?
Que coisa!!!
Um chêro
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