terça-feira, 15 de julho de 2014

Rainha de Copas

Mais uma vez recorro as queridas cartas do tarot para iluminar meus pensamentos confusos e, para minha surpresa, eis que surge -- pela milhonézima vez -- a dona Helena, no tarot mitológico figurado na cara da Rainha de Copas. Não bastasse minha confusão mental, minha dor no rim direito e o incomodo do rim esquerdo... dona Helena. A deusa viva e humana da beleza mais cara, capaz de provocar guerras e loucuras nos homens que a amam belicosamente...  Sabem do que se trata? Quem riu quando mencionei a dita cuja, sabe! Diz que a maior parte dos meus problemas agora pode ser superada a partir de uma atitude persistente, prudente e paciente. Curioso, estou, neste exato instante, acamada por uma infecção maldita que volta para me atormentar.Não tenho muito mais o que fazer, senão ter paciência. Me encontro deitada em minha cama, embaixo de meu quadro preferido de Vincente Van Gogh: Os giraçóis. É uma réplica, obviamente. Na verdade é um quebra-cabeça que montamos mamãe e eu, e mandamos emoldurar: lindo! Uma das melhores versões deste tema. Sabe que ele adorava repetir temas, não sabe? Este é aquele que tem vários giraçóis, sem ser o outro que tem só uns 3... acho que há umas 5 versões deste quadro. Será que Van Gogh teve algum problema de rim? De cabeça eu sei que ele teve. Eu estou com problema real no rim, e problema imaginário no coração. Por isso recorri ao oráculo, e daí veio a Helena. A Helena tumultuou a vida de todo mundo que cruzou com ela. Ai eu peço pro oráculo uma luz e ele me manda quem? A Helena... Francamente! Odeio oráculos que trolam a gente. Havia muito tempo que eu não escrevia. Esqueci como isso era bom.  Tudo bem, voltando à Helena, ela era esposa de Menelau, diz-se que era filha de Zeus com uma mortal. Que era amorosa e paciente! Copas é o elemento água no tato Mitológico, e sabe... água tem tudo a ver com rim! Ai, tem uma disputa entre as deusas, para saber quem é a mais bela, porquê? Fizeram uma festinha e não convidaram a Dona Discórdia, irmã do Seu Ares, o deus da Guerra. Obviamente, a Dona Discórdia não ficou contente, o que ela fez? Armou pra galera. Arrumou uma maçã de ouro e mandou gravar: para a mais bela. (As deusa pira na competição!) Jogou a maçã no meio da festinha. Dona Hera, Dona Atena e Dona Afrodite ficaram loucas, loucas, loucas, supondo obviamente que a maçã era destinada para si (adoro os deuses do Olímpio, tudo gente baixa!). Zeus, que não é bobo nem nada, não topou decidir a parada. Mandou Hermes avisar ao pobre mortal Páris que essa decisão era com ele. O moço, que tinha fama de pegador, também não era besta, e disse que se sentia honrado mas que não era possível. Hermes comunicou que a coisa ia ficar feia para o lado dele, ia rolar uns raios de Apolo, e não sei mais o quê, e que era melhor aceitar. Paris pensou: "de boa!", porque ele dividiria a maçã em três partes iguais, e o problema tava resolvido, ele poderia voltar a sua vidinha de pastor de cabrito e comedor de mina gata. Mas Hermes disse que não seria possível a malandragem, ele ia ter que escolher apenas uma entre as três deusas. (Calma que a gente já chega na Dona Helena!) As Deusas birrentas desceram pra prova. E ofereceram regalos. Hera, mulher de Zeus, toda poderosa, ofereceu o Império do Mundo, tipo tudo que rola na terra. Atena faria dele o guerreiro mais justo. Mas a Dona Afrodite, baixa que só ela, “se despe de suas poucas vestes” e diz que daria a ele o amor da mulher mais linda do mundo dos mortais. Chegamos a Helena! Paris é guri, não entende das coisas, e escolhe quem? A deusa do Amor, da Sensualidade, Filha da Espuma do Mar, Ruiva Malandra que ganha o concurso. Problema do Olímpio resolvido, vida na Terra tumultuada historicamente. As duas enjeitadas engolem o orgulho ferido e fingem que tiram de letra, mas armam pro galã. A mina era a Helena, como eu já disse, que casualmente já era casada, com Menelau, como também já mencionei, e por a caso era o rei de Esparta. E Páris o Principe de Tróia, mas ninguém sabia disso, porque ele tinha sido criado como gente do povo, sabe? Pastor e tal -- tipo Jesus.  Dessa história toda é que, na real, começa a guerra de Tróia. Os historiadores hão de discordar, mas quem liga?! Como prometido ao Guri, Afrodite concede a ele o amor de Helena, que não é raptada coisa nenhum, ela foge com Páris por livre e espontânea paixão. Ai, tem a guerra, tem a história do cavalo de madeira (genial!) e todo mundo morre. Esparta ganha e Menelau jura a esposa de morte também, vai lá buscar a rainha pra puxá-la pelos cabelos até em casa, só que não. Ao vê-la ele se apaixona por ela de novo, que volta para Esparta com todas as honras e pompas e circunstâncias! Amada, idolatrada, salve, salve! Será que ela era tumulto?! Jocosamente o resumo do conselho para o dia de hoje é: água mole em pedra dura, tanto bate... Isso mesmo! Agora não sei se rio ou me enterro debaixo da coberta! Eis que essa é minha carta para reflexão. A Rainha de Copas. Quem sou eu, pois, neste angu? Podia ser a Helena, que no fim das contas, não tem problema nos rins, não morre e ainda volta Rainha amada e diva... 

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