terça-feira, 21 de outubro de 2014

Quando o Coelho passa.

Todas as vezes que o Coelho passa é empolgante. Sempre. Na hora que o vejo passando penso logo em tudo que virá e meu coração palpita e eu fico contente. Mas acho que projeto demasiadas expectativas... O Coelho muitas vezes entra em buracos que eu não caibo.  E vem a frustração. E a pior de todas é a da aventura não vivida. Eu sei que ainda sou meio menina na imaginação. Imagino demais!!! E acabo pensando que a vida fora da minha cabeça é sem graça. Minha meninês mental é tão divertida. O Coelho que passa sempre é tão divertido. As vezes, penso que é muito chato que ser adulta signifique ignorar minha capacidade imaginativa e viver a realidade. Ok, Brasil, eu sei que a vida está aí, e a gente precisa viver, mas poxa, podia ao menos ser um pouquinho mais colorido, né? As contas para pagar estragam tudo, no dia 10. Fica tudo muito chato. Não estou fugindo da responsabilidade, não... Acho massa que as coisas precisem ser feitas. Mas a vida é inflexível, e isso maltrata muito meu coração de geleia de amora. Todas as vezes que o Coelho passa eu me lembro bem de que natureza sou feita, e lembro que preciso saber disso, para não esquecer! Só que as horas vagas não são vagas, se são maiores que as horas "ocupadas". Aliás, esse conceito de hora vaga é péssimo. Prefiro chamar de Ócio Criativo. Uma vez, quando eu ainda era jovem (tive uma crise mental de riso) eu e um colega da faculdade decidimos que iriamos fazer uma carteirinha para artistas, onde dissesse "Direito Irrefutável do Artista ao Ócio Criativo!". Dessa forma todas as vezes que os "adultos" nos questionassem por estarmos fazendo nada, apresentaríamos a carteirinha, sem precisar argumentar, e todos compreenderiam que estávamos contemplando, para criar! O Coelho comumente passa na hora do Ócio Criativo. Queria que ter idéias me desse dinheiro para pagar as contas. Eu agora estaria rica!        

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