quarta-feira, 22 de abril de 2015

sobre dores e fins

Escrito no dia 06 de abril


Quando o desespero toma conta, não adianta fugir. Não adianta! Nessas horas, tentar se afastar do que se é, só piora tudo. A ilusão da vida da casa ao lado... da grama verde do vizinho, que esconde cadáveres plantados no subsolo. A vida é dura! E a dureza da vida é a incerteza sobre tudo. E sobre o que seremos e o que faremos com tudo isso. As vezes acredito em deus, numa deusa na verdade, uma Natureza maior que leva tudo e conduz os ciclos... As vezes não acredito, xingo deus e corto relações. Porque as vezes é dor demais para achar que alguém planeje isso! Mas a luz que me vem, nesse momento é que faz menos sentido ainda se não tentarmos estar sempre, o mais próximo possível, do que sentimos que somos... Saber, nunca saberemos, mas talvez se aprendermos a sentir e tivermos coragem... Talvez, quem sabe, a dor doa menos, a angústia seja menor! Essa merda toda só fará sentido se nos divertirmos! Nada faz sentido. Então, já não há o que temer! E aí sim seremos livremente angustiados, porque ser angustiado preso é muito pior! Acho que entendi, agora... Acho que a pele sentiu de fato! Acho que não é mais discurso e pensamento. A angústia vai continuar virando arte, porque se eu parar, vai virar câncer!

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