corre no sangue e me banho na força de não me aguentar
olho para frete, me acanho, busco um sentido e não há
sinto um chamado tamanho,
corro, me escondo, me guardo, não sei o que revelar
penso, não entendo e tardo caçando palavras ao vento
buscando na lógica alento, perdendo o sentido no ar
calma, me digo, respire, tudo a seu tempo será
mas nada sei desse tudo
apenas sei o desejo
estranho, malandro e brutal
brutal, faminto e corado
de rosto branco acanhado
não sei o que esperar
sinto um desejo tamanho
corro, imunda pro banho, quente, ardente, fatal
olho no espelho e sorrio, sinto por fora um frio
que em águas mornas se acaba
venha, eu ouço, e respiro, tudo a seu tempo terá
mas nada sei desse tudo
apenas sei do convite
ambíguo, maroto e banal
banal, querido e 'sperado
por dentro comemorado
por fora irracional
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